PERCEPÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE A FINITUDE DA VIDA EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA
NURSING TEAM PERCEPTIONS OF THE FINITUDE OF LIFE IN LONG-TERM CARE FACILITIES
PERCEPCIONES DEL EQUIPO DE ENFERMERÍA SOBRE LA FINALIDAD DE LA VIDA EN INSTITUCIONES DE LARGA ESTANCIA
RESUMO
Objetivo: Compreender a percepção e o sentimento da equipe de enfermagem quanto à finitude da vida em uma instituição de longa permanência para idosos. Métodos: Trata-se de pesquisa de campo, com abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso. Para a coleta de dados, utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturada, possibilitando maior aprofundamento das vivências e percepções dos participantes. Resultados: As entrevistas evidenciaram que a relação entre a equipe de enfermagem e os idosos institucionalizados é fundamental para a manutenção da saúde e promoção da qualidade de vida. As profissionais relataram dificuldades em abordar questões relacionadas à finitude da vida, destacando a necessidade de capacitações específicas. Ainda assim, demonstraram cuidado afetuoso, estabelecendo vínculos humanizados e semelhantes aos familiares, sendo a enfermagem o elo mais próximo dos residentes. Conclusão: O vínculo afetivo e a abordagem humanizada da equipe contribuem significativamente para o cuidado sensível, empático e respeitoso diante do processo de morrer.
DESCRITORES: Cuidados de fim de vida; Equipe de enfermagem; Instituição de longa permanência para idosos.
INTRODUÇÃO
De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa, é considerado idoso todo indivíduo com 60 anos ou mais, grupo geralmente associado a um perfil de doenças crônicas. Diante disso, é fundamental fortalecer os direitos dessa população, assegurando que o aumento da expectativa de vida esteja acompanhado de melhorias na qualidade de vida, no acesso à saúde, na renda e nos cuidados pessoais. Além disso, é essencial promover a disseminação de informações sobre esses direitos de forma simples, acessível e integrada a toda a sociedade brasileira(1).
Nessa perspectiva, é essencial destacar a importância da integração de medidas preventivas para reduzir as violações dos direitos humanos da pessoa idosa. Salientando a manutenção das operações da força de segurança pública para suprimir esta violência inaceitável na sociedade atual(1). Ademais, os direitos civis dos idosos devem ser ampliados garantindo dignidade e direito a participação na sociedade, com inclusão em áreas diversas, de forma que possam ser compreendidos(2).
Entende-se que as instituições de longa permanência para pessoas idosas (ILPIs) necessitam de atenção e respeito perante a sociedade, a população está em constante envelhecimento sendo necessário um lugar seguro e acolhedor para se viver, nesse sentido as políticas devem definir um papel para as instituições com ideias claras e prestativas de qualificação para as ILPIs, para se ter mais estrutura e qualidade de vida(3). As leis brasileiras garantem o direito dos idosos de permanecer com suas famílias e comunidades, mas muitos dependem de cuidados em instituições, devido à fragilidade da estrutura familiar e à disponibilidade de serviços alternativos. Consequentemente, a capacitação profissional é essencial, pois o envelhecimento aumenta o risco de inabilidade funcional e doenças crônicas, exigindo mais atenção do enfermeiro e podendo causar doenças relacionadas ao trabalho(4).
Sabe-se que uma equipe de enfermagem adequada pode garantir a segurança do paciente e monitorar a qualidade dos cuidados de enfermagem. Para tanto, recomenda-se estruturar e implementar uma assistência integral ao idoso, com profissionais adequados e capacitações para a prática da assistência de enfermagem gerontológica(5). O enfermeiro tem o papel de efetuar tratamentos mais complexos que exigem um conhecimento maior. A atuação do enfermeiro é administrar, gerenciar e educar a equipe. Entre as suas atribuições na instituição está a formação da equipe, capacitando e auxiliando no que for necessário. O enfermeiro realiza suas atividades junto ao idoso, por meio de um processo de atenção e cuidado, considerando aspectos biopsicossociais e espirituais, promovendo uma vida saudável e ativa com base na experiência, capacidades e desenvolvimento contínuo do paciente(6).
Os profissionais de enfermagem em ILPIs vivenciam intenso desgaste físico e emocional, causado pelo acúmulo de tarefas, escassez de pessoal e pela convivência diária com o sofrimento, a morte e o abandono de muitos idosos, o que evidencia a importância de cuidar também da qualidade de vida desses trabalhadores(7). Soma-se a isso a dificuldade em lidar com a finitude da vida, um tema frequentemente evitado, mas que, quando presente, rompe com a falsa sensação de segurança existencial e expõe a vulnerabilidade humana(8). Nesse contexto, é essencial que a equipe de enfermagem, os familiares e os próprios idosos sejam incentivados a refletir e dialogar sobre a morte com naturalidade, promovendo um acolhimento mais sensível e uma assistência de qualidade àqueles que enfrentam a própria finitude(8).
Assim, a expressão de sentimentos como desespero, frustração e conflitos emocionais no discurso da equipe de enfermagem em relação à morte evidencia a dificuldade em lidar com a finitude da vida. Apesar desse desconforto, observa-se um forte comprometimento dos profissionais, que se esforçam para oferecer uma assistência de qualidade, mesmo diante das limitações encontradas no ambiente institucional(9). Contudo, o reconhecimento das competências e do papel da enfermagem no processo de morte e morrer ainda é limitado, sendo frequentemente tratado de forma racional e objetiva. Torna-se essencial valorizar as vivências individuais e coletivas da equipe, incluindo seus sentimentos e desafios interpessoais, promovendo estratégias de fortalecimento e apoio emocional aos profissionais que acompanham de perto esse momento sensível(10).
Por fim, após essa reflexão inicial entende-se que é necessário investigar a equipe de enfermagem em instituições de longa permanência para pessoas idosas para se ter a concepção de cuidados e integridade da vida desse público, compreendendo a percepção e o sentimento da equipe em relação a finitude da vida da pessoa institucionalizada.
METODOLOGIA
O trabalho trata-se de um estudo de caso, com abordagem qualitativa. Nesse ínterim, um estudo de caso pode contribuir de forma única para a compreensão do investigador sobre questões relacionadas com indivíduos, grupos sociais, organizações, programas e políticas, quando permite análises significativas e em ampla dimensão sobre a sociedade(11).
Foi realizada em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, localizada no sudoeste de Minas Gerais. A mesma possui caráter filantrópico, voltado à assistência e saúde, devidamente adaptado às exigências sanitárias. Oferece, no âmbito de sua atuação, serviços especializados com equipe multidisciplinar composta por cuidadores, cozinheiras, lavadeiras, auxiliares de serviços gerais, equipe de enfermagem 24 horas, Assistente Social, Nutricionista, Fisioterapeuta, Farmacêutico, Psicólogo e Terapeuta Ocupacional.
O estudo foi composto com a participação de uma enfermeira e uma técnica de enfermagem, únicas profissionais de enfermagem atuantes na instituição. A coleta de dados foi realizada em 2024 com um roteiro semiestruturada com as seguintes perguntas: 1)Para você o que significa finitude da vida?; 2)Como você se sente em relação ao processo de morte da pessoa idosa em uma ILPI?; 3)Durante sua formação acadêmica foi abordado o tema finitude da vida?; 4)Na sua opinião, como a família lida com a finitude da vida em relação a um parente institucionalizado?; 5)Na sua percepção qual o papel do enfermeiro no processo de finitude da vida da pessoa idosa?.
A entrevista semiestruturada, por sua flexibilidade, permite respostas subjetivas e favorece a interação entre entrevistador e entrevistado. No entanto, requer do pesquisador clareza quanto ao seu papel e aos objetivos da pesquisa para garantir a validade dos dados. Dessa forma, configura-se como uma ferramenta eficaz na pesquisa qualitativa, desde que conduzida com clareza quanto aos objetivos e à postura do entrevistador(12).
Por conseguinte, a análise dos dados seguiu os preceitos da análise de conteúdo de Bardin(13), estruturada em três fases: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, considerando aspectos como semântica, sintaxe e expressividade das falas.
No que tange aos aspectos éticos, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UEMG (parecer nº 6.585.798; CAAE 76070123.6.0000.5112). Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), garantindo a compreensão dos objetivos e assegurando a confidencialidade dos dados. Embora os riscos fossem mínimos, como constrangimentos durante a entrevista, medidas preventivas foram adotadas. Os benefícios incluíram a promoção do conhecimento sobre o envelhecimento e o processo de finitude, além da contribuição para o aprimoramento das práticas de cuidado dentro da ILPI.
RESULTADOS
O estudo contou com a participação de uma enfermeira e uma técnica de enfermagem de uma Instituição de Longa Permanência. As entrevistas resultaram em duas categorias principais: a importância e os desafios do vínculo entre enfermeiro e idoso no processo de finitude, e a percepção da equipe de enfermagem sobre a temática da morte no contexto da ILPI.
O vínculo enfermeiro-idoso é difícil e importante no processo de finitude da vida
Ao refletir sobre o significado da finitude da vida, a enfermeira destacou que esse processo representa viver o presente sem a certeza do futuro.
Eu acho que a gente, eu acredito, eu não sei te falar se é isso ou não, mas seria a gente entender que a gente tem que viver agora que talvez uma manhã daqui 10,20, duas horas vai chegar, o fim vai chegar. ( Enfermeira)
Identificou-se uma ligação de afeto e compreensão na fala da enfermeira e técnica em relação a finitude da vida na fala da técnica:
[...] O básico de tudo na vida de hoje pra gente trabalhar é o amor. Você tendo o amor, você faz tudo. Porque a gente não pode pensar em trabalhar hoje no mundo que a gente vive só baseado pensando em dinheiro. A gente tem que pensar no amor ao próximo. E é que exige muito esse amor. Porque se ele lidar com vidas, com o idoso, aí já é uma área meio difícil de aceitação. Porque mexer com o idoso tem que ter uma aceitação muito grande. Eu vejo, assim, que o idoso é meio que, sabe, meio discriminado, né? Você chega numa fila de um banco, se tem um tanto de idoso, todo mundo critica: “Ah, esses idosos”, né?. Então, a gente tem que ter esse amor. Tem que trabalhar com esse amor com eles. Então, eu vejo isso. (Técnica de Enfermagem)
A falta de preparo em lidar com a morte, pode ser vista no comentário abaixo, em que a Enfermeira comenta sobre o processo de aceitação da morte.
[...] A gente cria laços e a gente sabe que o final de todo mundo é a morte, a gente sabe disso. Então encarar esse processo, às vezes ele é muito doloroso [...] Então assim, a gente tenta trabalhar nosso psicológico, porque a gente vive isso todos os dias, né? De tentar aceitar, de tentar entender, né, que algumas causas são do próprio envelhecimento, que já realmente o corpo já não consegue mais, né, mas algumas perdas assim a gente ainda fica se questionando por quê. “Será que teria como ter feito alguma coisa antes pra tentar ou não evitar” ( Enfermeira)
A técnica de enfermagem descreve a morte como um processo doloroso, evitando até mesmo mencionar a palavra:
[...] Eles têm a gente como família aqui. [...] A família deles tá lá fora, vem uma vez ou outra e tudo. E a gente convive muito com eles. Então, quando morrem, essa parte é delicada. É muito difícil, por que eles falam que a gente que é a família deles sabe? A gente convive, olha pra você ver, você sai hoje, vai embora, você volta, tá os mesmos aqui. Um hospital troca, vai receber alta, vai embora, e os nossos 42 moradores continuam. (Técnica de Enfermagem)
A enfermeira relatou que teve contato com o tema da morte durante os estágios, mas que ele, assim como o envelhecimento, foi pouco abordado na universidade.
Nos estágios, alguma coisa que eu fiz estágio em lar, estágio de pronto-socorro, mas não abordado neste tema, assim, uma matéria específica só pra isso, não. Não, nada. Às vezes falava um pouquinho sobre o nosso processo de envelhecimento, né, de causas de morte natural, de algumas, né, algumas questões que se agravam, algum acidente, mas assim, nada muito específico pra isso não (Enfermeira).
A técnica de enfermagem confirma a fala da Enfermeira:
“[...] não teve essa parte, sabe por quê? Que a gente não lembra, né? Não tenho nada que me lembre dessa palavra aí”.
Percepção sobre o tema finitude da vida da equipe de enfermagem de uma ILPI
Para as profissionais entrevistadas, o papel do enfermeiro no processo de finitude da vida da pessoa idosa é essencial, segundo a Enfermeira,
a enfermagem que acompanha mais esse processo, a enfermagem está mais próxima em relação aos cuidados, a parte de medicamento.
A técnica de enfermagem, por sua vez, confirmou o relato:
[...] É superimportante. Papel da gente é essencial em tudo, porque eles tem um vínculo com a gente [...] É muito importante, muito mesmo. Às vezes tem papel… Que tem outros profissionais que precisa trabalhar com eles e só aceita depois que a gente fala, porque eles estão acostumada com a gente, porque a gente convive mais do que outros profissionais, tem profissionais que vem uma vez a semana, né? [...] E a gente está aqui todo dia, né? Todo dia. Eles tem muita, muita confiança na gente.
Ao final da entrevista questionou-se como a família lida com a finitude da vida em relação a um parente institucionalizado.
Já passei por algumas situações, da família, talvez o idoso chegue a falecer, a não aceitar. Eu não sei se talvez eu, né, a consciência, “por que que eu fui levar pro lar”, né? “Talvez se eu tivesse cuidado em casa...”, “talvez esse idoso, né, ficaria mais tempo”. Tem uns que agradecem, consegue entender que, né, realmente já era o que tava esperando, que já estaria no final. Mas a família muitas das vezes começa a se questionar o lar, talvez com questões que elas não conseguiram resolver e isso antes de trazer o morador para ser institucionalizado. (Enfermeira)
A técnica de enfermagem aponta:
Isso é difícil pra gente. Você ligar pra um filho, ligar pra uma filha e falar “Eu tô apenas pedindo uma visita”. Isso dói pra gente ter que fazer isso. Porque é difícil, né? É difícil. Eu acho que isso tinha que partir da pessoa. Não eu ter que pedir isso, né? E a gente tem que fazer isso aqui. Para poder receber uma visita. (Técnica de Enfermagem)
DISCUSSÃO
Abordar sobre a finitude da vida é uma tarefa árdua para psique do indivíduo. É imprescindível o preparo emocional de profissionais de saúde na vivência do processo do luto e da morte, assim como, o conhecimento das fases e das condutas que devem ser realizadas(14). O envelhecimento populacional contribui para diversas implicações na área da gerontologia. Muitos idosos apresentam uma vasta e complexa trajetória entre saúde e enfermidade, sendo necessário novos métodos de abordagem, no intuito de minimizar o sofrimento e trazer mais conforto (15).
No contexto das ILPI, nota-se um aumento da demanda de atendimentos à indivíduos que se aproximam do fim da vida. Estudos mostram que ofertar conforto aos residentes durante esse processo é consolador para outros residentes, famílias e funcionários. Uma vez que esses espaços são como um local de transição da assistência curativa para a paliativa(15).
A relação entre enfermeiro e idoso nesse contexto é complexa e sensível. A morte, embora central à existência humana, ainda é cercada de tabus que dificultam sua abordagem nos cursos de enfermagem, gerando lacunas na formação acadêmica(16). Essa dificuldade repercute na prática profissional, especialmente em ILPI, onde os profissionais estabelecem vínculos próximos com os residentes e frequentemente acompanham seus últimos momentos(17).
Diante convivência contínua, o impacto emocional pode ser significativo para os profissionais. A ausência de suporte psicológico adequado e a falta de preparo para lidar com o processo de morte contribuem para a sobrecarga e o adoecimento da equipe(17). Além disso, muitos estudantes de enfermagem não são estimulados a refletir sobre a finitude da vida durante sua formação, comprometendo a sua atuação futura diante dessas situações.
Durante as entrevistas, observou-se resistência em utilizar diretamente a palavra “morte”, sendo substituída por termos como “amor” ou “viver o agora”. Esse distanciamento conforme Tasca(18), revela uma abordagem superficial e frágil da morte tanto por parte dos alunos quanto dos professores, refletindo medo e ansiedade frente ao tema.
A ausência da temática na formação foi confirmada pelas entrevistadas, que relataram não ter discutido a finitude da vida durante a graduação. A abordagem do envelhecimento também foi considerada insuficiente. Isso reforça as lacunas apontadas por Silva(17), que destaca a escassez de estratégias para preparar emocionalmente os profissionais para lidar com a morte de forma ética e humanizada.
No ambiente institucional, o vínculo entre profissionais e idosos favorece o cuidado integral e humanizado, mesmo diante da finitude. Lopes(19) observa que esse laço pode gerar sentimento de impotência no momento da perda, mas também evidencia o comprometimento ético e afetivo da equipe. A morte, nesses casos, não é percebida apenas como falência terapêutica, mas como parte do ciclo de cuidado.
A distância da família, frequente em ILPIs, contribui para o enfraquecimento dos laços afetivos, o que compromete o bem-estar dos idosos(20). As mudanças na estrutura familiar, o afastamento emocional e a ausência de vínculos prévios são fatores que agravam esse cenário, podendo levar à perda da identidade, sentimentos de solidão e abandono. Oliveira(4) ressalta que a família representa o cuidado primário e, mesmo em contextos institucionais, sua presença é fundamental para a qualidade de vida dos idosos.
CONCLUSÃO
A presente pesquisa analisou a percepção e os sentimentos da equipe de enfermagem diante da finitude da vida em uma ILPI. Verificou-se que o vínculo estabelecido entre os profissionais de enfermagem e os residentes é de extrema relevância, uma vez que esses profissionais exercem um papel central na promoção da qualidade de vida dos idosos.
Observou-se que a atuação da equipe, pautada em uma abordagem humanizada, contribui significativamente para o cuidado com a finitude da vida, favorecendo uma conduta sensível e empática diante do processo de morrer. Contudo, identificou-se uma lacuna na formação acadêmica dos profissionais em relação à temática da morte e do morrer, o que dificulta o enfrentamento dessas situações ao longo da prática profissional.
Nesse sentido, ressalta-se a importância da inserção do tema nos currículos da área da saúde, e a promoção de ações de educação continuada voltadas ao aprimoramento do cuidado frente à finitude. Assim, o estudo se mostra relevante ao fomentar reflexões sobre a morte no contexto institucional, promovendo uma atenção mais integral aos idosos e incentivando novas pesquisas que aprofundem o tema da finitude como parte essencial da formação e da atuação em enfermagem.
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