IMPACTOS DA SAÚDE MENTAL MATERNA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL E NOS CUIDADOS NEONATAIS: UMA REVISÃO NARRATIVA
IMPACTS OF MATERNAL MENTAL HEALTH ON CHILD DEVELOPMENT AND NEONATAL CARE: A NARRATIVE REVIEW
IMPACTOS DE LA SALUD MENTAL MATERNA EN EL DESARROLLO INFANTIL Y EN LOS CUIDADOS NEONATALES: UNA REVISIÓN NARRATIVA
Raquel Alves Ribeiro. Bacharel em Fisioterapia pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI (2016), Mestre em Saúde da Família pela Fiocruz/RENASF/UFPI e Especialista em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) pelo IFPI. Profissional com experiência na Atenção Básica, da Equipe Multiprofissional (eMulti) e na gestão em saúde. Atuou como Coordenadora da Atenção Básica e Atualmente Secretária Municipal de Saúde de Miguel Alves. Além disso, é facilitadora de cursos na Atenção Primária à Saúde e tutora do curso “Saúde com Agente”. Possui interesse e expertise em Saúde Pública, Gestão e Planejamento do SUS, Saúde da Família e Comunidade, Saúde do Trabalhador, Políticas Públicas, Vigilância em Saúde, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e Educação Permanente em Saúde. https://orcid.org/0000-0001-8384-5284
Mariana Furtado Barros de Souza. Hospital Maternidade Divino Amor. https://orcid.org/0000-0001-5953-8436
Josefa Maria da Silva. Bacharel em enfermagem UNINASSAU, Especialista em urgência emergência e UTI, saúde do trabalhador, Prefeitura Municipal de Riacho de Santo Antônio.
Chaiene Caroline de Menezes Fortes. Possui graduação em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atualmente é mestre e doutoranda em Saúde da Mulher e da Criança pela Universidade Federal Fluminense - MPEA. É pós-graduada em trauma, emergência e terapia intensiva pela Fundação Lucas Machado - FELUMA / Fac. Ciências Médica. Atuou como enfermeira do quadro efetivo na área de projetos e assistência na Universidade Federal de Viçosa campus Florestal de 2006 a 2016. Desde 2016 é enfermeira do quadro efetivo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) atuando na área de atendimento clínico de enfermagem, promoção e prevenção à saúde de alunos e servidores. Tem grande atuação prática e legislativa na área de enfermagem no ambiente escolar sendo colaboradora do CORENMG para temática assistência em saúde no ambiente escolar. https://orcid.org/0009-0008-0500-7320
Marta Maria da Silva Lira-Batista. Fonoaudióloga no HU-UFPI/EBSERH. Fonoaudióloga na UTIN- FMS. Docente no curso de Fonoaudiologia no Centro universitário Uninovafapi. Presidente do Departamento de Fonoaudiologia da AMIB. Membro do Departamento de Fonoaudiologia da Sociedade Brasileira de Neuromodulação. Membro da Sociedade Internacional de Neuromodulação. Doutora em Alimentos e Nutrição (UFPI). Mestre em Ciências e Saúde (UFPI). Especialização em Urgência, Emergência e UTI (UNINTER). Especialista em Disfagia e Fonoaudiologia Neurofuncional pelo CFFa. Residência Multiprofissional em Fonoaudiologia Hospitalar (adultos e Idosos) – UNIFESP. f
Citânia Cordeiro da Nóbrega. Residente de MFC pela FAMENE.
Christiane Valeria Balbino Canuto. Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas (1997) e em Administração pelo CESMAC (1996). Atualmente é enfermeira - Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira dos Índios. Possui vínculo efetivo na UNCISAL -Universidade Estadual de Ciências de Alagoas e Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira dos Índios. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem em Saúde Coletiva, Enfermagem em Saúde do Trabalhador, Especialização em UTI, Urgência e Emergência, experiência nos Programas do Ministério da Saúde: :Programa Nacional de Imunização - PNI, Saúde da Mulher, Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde do Homem, Saúde do Idoso, Vigilância Sanitária, Apoiadora no Programa de Controle Municipal de Tabagismo; Planejamento e Gestão de Pessoas. Experiência Hospitalar na área de UTI Neonatal, UTI Adulto, Urgência e Emergência na Área Vermelha, Laranja e Amarela, além da Internação, atuação em Clínicas de Doenças Renais: Setor da Hemodiálise. Realiza palestras e ensinou em Escola Técnica de Enfermagem (CEPROAL). Atualmente atua no Programa de Promoção a Saúde em articulação com as gerências da Atenção Primária e Vigilância em Saúde.
Jaqueline da Silva Izidoro. Graduada pela Uniaraxa. Especialização enfermagem do trabalho. Especialização em saúde da família. Servidora pública.
RESUMO
A saúde mental materna constitui um componente determinante para o bem-estar da mulher, a qualidade do vínculo mãe-bebê e o desenvolvimento infantil. Durante o ciclo gravídico-puerperal, transformações hormonais, emocionais e sociais podem desencadear desequilíbrios psíquicos, entre os quais a depressão pós-parto, a ansiedade gestacional e o estresse materno. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa, as evidências científicas acerca dos impactos dos transtornos mentais maternos sobre o cuidado neonatal e o desenvolvimento infantil, destacando fatores de risco e estratégias protetivas. A busca bibliográfica foi realizada em bases nacionais e internacionais (SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar), contemplando publicações de 2015 a 2025. As evidências indicam que fatores biopsicossociais, como vulnerabilidade socioeconômica, baixa escolaridade, violência doméstica, ausência de suporte familiar e histórico de sofrimento psíquico, elevam o risco de transtornos mentais durante a gestação e o puerpério, repercutindo negativamente no desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental da criança. Em contrapartida, a presença de redes de apoio, o fortalecimento do vínculo materno-fetal e a inclusão do pré-natal psicológico demonstram efeitos protetivos, promovendo maior segurança emocional e vínculos afetivos saudáveis. Conclui-se que a saúde mental materna deve ser reconhecida como eixo prioritário das políticas públicas e das práticas interdisciplinares em saúde coletiva, demandando integração entre atenção obstétrica, pediátrica e psicológica para garantir um cuidado integral e equitativo à díade mãe-bebê.
Descritores: Saúde Mental Materna; Desenvolvimento Infantil; Cuidado do Lactente; Depressão Pós-Parto; Relações Mãe-Filho.
ABSTRACT
Maternal mental health is a key determinant of women’s well-being, the quality of the mother–infant bond, and child development. Throughout the pregnancy–puerperal cycle, hormonal, emotional, and social transformations can trigger psychological imbalances such as postpartum depression, gestational anxiety, and maternal stress. This study aims to analyze, through a narrative review, scientific evidence on the impacts of maternal mental disorders on neonatal care and child development, emphasizing risk factors and protective strategies. The literature search was conducted in national and international databases (SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar), covering publications from 2015 to 2025. Evidence indicates that biopsychosocial factors — such as socioeconomic vulnerability, low educational level, domestic violence, lack of family support, and a history of psychological distress — increase the risk of mental disorders during pregnancy and the postpartum period, negatively affecting the child’s cognitive, emotional, and behavioral development. Conversely, the presence of support networks, the strengthening of the maternal–fetal bond, and the inclusion of psychological prenatal care have shown protective effects, promoting greater emotional security and healthy affective bonds. It is concluded that maternal mental health should be recognized as a priority axis in public policies and interdisciplinary practices in public health, requiring integration between obstetric, pediatric, and psychological care to ensure comprehensive and equitable attention to the mother–infant dyad.
Descriptors: Maternal Mental Health; Child Development; Infant Care; Postpartum Depression; Mother-Child Relations.
RESUMEN
La salud mental materna constituye un componente determinante para el bienestar de la mujer, la calidad del vínculo madre–bebé y el desarrollo infantil. Durante el ciclo gestacional y puerperal, las transformaciones hormonales, emocionales y sociales pueden desencadenar desequilibrios psíquicos, entre ellos la depresión posparto, la ansiedad gestacional y el estrés materno. Este estudio tiene como objetivo analizar, mediante una revisión narrativa, la evidencia científica sobre los impactos de los trastornos mentales maternos en el cuidado neonatal y el desarrollo infantil, destacando los factores de riesgo y las estrategias de protección. La búsqueda bibliográfica se realizó en bases de datos nacionales e internacionales (SciELO, LILACS, PubMed y Google Scholar), incluyendo publicaciones de 2015 a 2025. Las evidencias muestran que factores biopsicosociales —como la vulnerabilidad socioeconómica, el bajo nivel educativo, la violencia doméstica, la ausencia de apoyo familiar y los antecedentes de sufrimiento psíquico— aumentan el riesgo de trastornos mentales durante el embarazo y el puerperio, repercutiendo negativamente en el desarrollo cognitivo, emocional y conductual del niño. En contraposición, la presencia de redes de apoyo, el fortalecimiento del vínculo materno–fetal y la inclusión del acompañamiento psicológico prenatal demuestran efectos protectores, favoreciendo una mayor seguridad emocional y vínculos afectivos saludables. Se concluye que la salud mental materna debe reconocerse como un eje prioritario de las políticas públicas y de las prácticas interdisciplinares en salud colectiva, requiriendo la integración entre la atención obstétrica, pediátrica y psicológica para garantizar un cuidado integral y equitativo a la díada madre–bebé.
Descriptores: Salud Mental Materna; Desarrollo Infantil; Cuidado del Lactante; Depresión Posparto; Relaciones Madre-Hijo.
INTRODUÇÃO
A saúde mental materna tem se consolidado como um campo essencial para a compreensão integral do cuidado perinatal e do desenvolvimento infantil. Transtornos como depressão pós-parto, ansiedade gestacional e estresse materno são cada vez mais reconhecidos como fatores de risco não apenas para o bem-estar da mãe, mas também para o vínculo afetivo, os cuidados neonatais e o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo da criança nos primeiros anos de vida1,2.
Durante o ciclo gravídico-puerperal, a mulher experimenta transformações hormonais, físicas e emocionais intensas, que podem desencadear desequilíbrios psíquicos, especialmente quando associados a fatores como ausência de apoio social, histórico de traumas, baixa escolaridade e vulnerabilidade socioeconômica3. Quando não diagnosticados precocemente, esses transtornos afetam diretamente o vínculo materno-infantil, o engajamento da mãe com os cuidados neonatais e, em longo prazo, podem gerar impactos adversos no desenvolvimento da criança, como alterações comportamentais, dificuldades de aprendizagem e instabilidade emocional 2,4.
O apego materno-fetal, que se estabelece ainda na gestação, desempenha papel central nesse processo. Estudos apontam que níveis reduzidos de apego estão associados a sintomas depressivos e condições emocionais fragilizadas, podendo comprometer a responsividade materna no pós-parto1. Além disso, a atuação de profissionais da psicologia no acompanhamento pré-natal tem sido apontada como estratégica na promoção da saúde mental materna, especialmente por permitir a escuta qualificada, o fortalecimento de vínculos e a identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico3.
Apesar da crescente produção científica sobre o tema, ainda há desafios na implementação de políticas públicas que integrem de forma efetiva a saúde mental materna aos cuidados obstétricos e neonatais, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Nesse sentido, compreender como a saúde emocional da mãe repercute nos cuidados com o recém-nascido e no desenvolvimento da criança é fundamental para subsidiar práticas interdisciplinares de cuidado centradas na família. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar os impactos da saúde mental materna no desenvolvimento infantil e nos cuidados neonatais, à luz das evidências científicas, por meio de uma revisão narrativa.
DESENVOLVIMENTO
Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, cujo objetivo é reunir, descrever e analisar criticamente evidências científicas relacionadas aos impactos da saúde mental materna no desenvolvimento infantil e nos cuidados neonatais. Essa abordagem metodológica permite uma compreensão ampliada e interpretativa sobre o tema, sem a obrigatoriedade de protocolos sistemáticos de busca ou critérios de metanálise.
A seleção dos artigos foi realizada entre os meses de agosto e setembro de 2025, nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Os descritores utilizados foram: “saúde mental materna”, “desenvolvimento infantil”, “cuidados neonatais”, “depressão pós-parto” e “vínculo mãe-bebê”, combinados por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”, em português e inglês.
Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos 2015 - 2025, disponíveis em texto completo, com foco em gestação, puerpério, saúde mental da mulher, desenvolvimento neuropsicomotor infantil e cuidados com o recém-nascido. Excluíram-se estudos duplicados, resumos de eventos, revisões sistemáticas e artigos com foco exclusivo em transtornos mentais graves ou fora do período perinatal. A análise dos artigos selecionados foi conduzida de forma interpretativa, considerando a relevância do conteúdo, os objetivos dos estudos e as contribuições para a prática clínica e políticas públicas em saúde materno-infantil.
A saúde mental materna durante a gestação e o puerpério tem se consolidado como eixo fundamental da saúde pública, não apenas pelo impacto sobre o bem-estar da mulher, mas também pelas repercussões diretas no desenvolvimento infantil. Estima-se que uma em cada quatro mulheres apresente algum transtorno mental nesse período, sendo a depressão e a ansiedade os mais prevalentes1,2,3,4.
Diversos fatores biopsicossociais, como pobreza, baixo nível de escolaridade, violência doméstica e ausência de suporte social, aumentam o risco de sofrimento psíquico na maternidade4,5,6,7. Essas condições repercutem na experiência da gravidez e também na qualidade do vínculo estabelecido com o bebê, considerado essencial para o desenvolvimento psicoemocional da criança4,5,6,7.
A depressão materna, especialmente quando persistente, associa-se a piores indicadores de saúde mental infantil. O estudo de coorte MINA-Brasil identificou que mães com trajetórias crônicas de sintomas depressivos apresentaram filhos com até três vezes mais chances de desenvolver problemas emocionais e comportamentais aos cinco anos⁵. Revisões recentes também confirmam que a depressão pós-parto compromete o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança, além de afetar a qualidade da interação mãe-bebê4,5,6,7..
Além dos efeitos individuais, a saúde mental materna influencia diretamente as práticas parentais e as relações familiares. Crianças expostas a mães com sintomas depressivos ou ansiosos apresentam mais problemas de comportamento, que podem se manifestar de forma externalizante (agressividade, desobediência) ou internalizante (ansiedade, retraimento)⁸. Esses quadros tendem a ser agravados em famílias com baixos níveis de coesão afetiva e práticas educativas negativas4,5,6,7..
Outro aspecto central é o apego materno-fetal (AMF), que se inicia ainda durante a gestação. Níveis reduzidos de AMF estão associados a sintomas depressivos, ausência de companheiro e falta de apoio familiar, podendo comprometer o vínculo pós-natal e a responsividade materna4,5,6,7.. Esse enfraquecimento repercute nos cuidados neonatais e no desenvolvimento socioemocional da criança¹¹.
Nesse cenário, o pré-natal psicológico surge como estratégia preventiva essencial. Ao oferecer suporte emocional, favorecer a adaptação às mudanças da gestação e fortalecer a rede de apoio, essa prática contribui para reduzir ansiedade, prevenir depressão puerperal e estimular um vínculo mais saudável entre mãe e bebê4,5,6,7. A atuação do psicólogo nesse processo mostra-se fundamental para identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico e auxiliar a gestante na construção da parentalidade4,5,6,7..
Por fim, os impactos da saúde mental materna ultrapassam a esfera individual, refletindo desigualdades estruturais. A desigualdade social, marcada por más condições de vida e exclusão socioeconômica, amplia o risco de sofrimento psíquico materno e compromete o desenvolvimento das crianças4,5,6,7.. Assim, políticas públicas integradas, que articulem atenção obstétrica, pediátrica e psicológica, são fundamentais para promover o cuidado integral e reduzir desigualdades no campo da saúde materno-infantil4,5,6,7.
Portanto, o desenvolvimento infantil é também fortemente influenciado pelos ambientes físico, social e emocional nos quais a criança está inserida. Evidências mostram que a ausência de segurança emocional compromete habilidades de comunicação, socialização e atenção, além de aumentar o risco de agressividade, hiperatividade e transtornos afetivos. Em contrapartida, ambientes familiares acolhedores e coesos favorecem o desenvolvimento linguístico e comportamental, reforçando a importância das interações positivas na primeira infância7,8. O contexto socioeconômico também se configura como determinante, visto que famílias de menor status apresentam piores indicadores de neurodesenvolvimento devido à limitação de recursos essenciais7,8,.
Nesse sentido, a presença de redes de apoio no período pós-parto emerge como um fator protetivo essencial para a saúde mental materna. Pesquisas recentes apontam que o suporte familiar, social, institucional e comunitário reduz significativamente os riscos de depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos no puerpério, ao passo que sua ausência está associada ao aumento de sintomas emocionais negativos e ao enfraquecimento do vínculo mãe-bebê¹⁵. Além disso, o suporte oferecido por profissionais de saúde e políticas públicas humanizadas amplia a capacidade de enfrentamento das mães frente às demandas do cuidado materno, promovendo bem-estar psicológico e fortalecendo a interação mãe-criança7,8.
Esses achados reforçam que o impacto da saúde mental materna transcende o cuidado individual, estendendo-se à saúde e ao desenvolvimento da criança. Dessa forma, tanto o fortalecimento das redes de apoio quanto a criação de ambientes favoráveis são estratégias complementares que devem integrar as políticas públicas voltadas à promoção da saúde materno-infantil.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A saúde mental materna tem grande importância não só para o bem-estar da mãe, mas também para o desenvolvimento da criança e para a qualidade do vínculo familiar. Quando a mãe recebe apoio emocional, social e profissional, ela se sente mais preparada para enfrentar as mudanças da gestação e do pós-parto, o que favorece o cuidado com o bebê.
Por outro lado, a ausência de suporte e a presença de fatores de vulnerabilidade, como pobreza, violência ou falta de acompanhamento adequado, aumentam o risco de problemas emocionais tanto para a mãe quanto para a criança. Isso pode comprometer o desenvolvimento infantil em diferentes aspectos, como o comportamento, a cognição e a vida social.
Dessa forma, investir em políticas públicas, acompanhamento psicológico no pré-natal e fortalecimento das redes de apoio é essencial. Com isso, é possível promover um cuidado integral que beneficia mãe, bebê e família, prevenindo impactos negativos no futuro e garantindo um início de vida mais saudável e acolhedor para a criança.
REFERÊNCIAS