VISITA GUIADA À MATERNIDADE: UMA REVISÃO DE ESCOPO

GUIDED VISIT TO THE MATERNITY WARD: A SCOPING REVIEW

VISITA GUIADA A LA MATERNIDAD: UNA REVISIÓN DE ALCANCE

Tipo de artigo: Revisão de Escopo

Autores

Caroline Elizabete das Neves

Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

ORCID: https://orcid.org/0009-0006-2269-4762 

Jeisiane Alves da Silva

Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

ORCID: https://orcid.org/0009-0007-0357-7488 

Tatiane Herreira Trigueiro

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP).

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3681-4244 

Marilene Loewen Wall

Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1839-3896 

Karine Amanda de Arruda

Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5760-0988 

Pamela Queiroz Semeone

Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

ORCID: https://orcid.org/0009-0007-3936-3043 

RESUMO

 

Objetivo: mapear a produção científica nacional sobre a visita da gestante à maternidade durante o pré-natal. Método: revisão de escopo baseada no referencial do Joanna Briggs Institute e nas diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews. Incluíram-se estudos em português publicados entre 2014 e 2024, excluindo-se pesquisas fora do Brasil. Analisaram-se 17 publicações. Resultados: a visita guiada contribui para a humanização do cuidado e fortalece vínculos, tendo o enfermeiro como figura central. Os desafios incluem a escassez de profissionais capacitados, fragilidades na articulação entre níveis de atenção e ausência de padronização conceitual. Conclusão: a visita à maternidade é prática relevante para a segurança e humanização da assistência, e que esta revisão contribui ao identificar lacunas na literatura e orientar políticas e práticas voltadas ao cuidado obstétrico no Brasil.

DESCRITORES: Gestantes; Gravidez; Gravidez de Alto Risco; Terceiro Trimestre da Gravidez; Cuidado Pré-Natal.

 

INTRODUÇÃO

 

O Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), criado em 2000, buscou reduzir a morbimortalidade materna e infantil, melhorando a qualidade do atendimento pré-natal.¹ Em continuidade, a Rede Cegonha (2011) estruturou uma rede de assistência materno-infantil com foco em acolhimento, acesso e redução da mortalidade materna e neonatal.² Em 2024, o Ministério da Saúde instituiu a Rede Alyne, atualização da Rede Cegonha, com o objetivo de aprimorar a assistência materno-infantil, reduzir a morbimortalidade, fortalecer a atenção primária, integrar os níveis de atenção e humanizar o cuidado.³ Um ponto central é a vinculação da gestante à maternidade de referência, promovida especialmente no terceiro trimestre, garantindo o manejo de intercorrências e segurança durante o parto. Objetiva-se evitar a peregrinação em busca de atendimento no momento do parto, garantindo um cuidado mais seguro e organizado. ³,,

A Portaria nº 4.279, de 2010, estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), definindo a referência como um ponto de comunicação essencial dentro da rede.⁶ Seu principal objetivo é garantir a continuidade e a integração do cuidado em todos os níveis de atenção da RAS.⁶ Nesse contexto, a Unidade Básica de Saúde (UBS) a qual a gestante está vinculada é responsável por encaminhá-la a uma maternidade para o parto, inserida na atenção terciária.

A Lei nº 11.634/2007 assegura o direito da gestante de conhecer previamente a maternidade bem como a unidade de referência para atendimento em casos de intercorrências durante o pré-natal, reforçando a organização e acesso qualificado aos serviços de saúde materno-infantil.⁷,

Sabe-se que os aspectos físicos, psicológicos e ambientais influenciam diretamente a experiência do parto. Nesse sentido, a visita de vinculação se torna essencial para ampliar o acesso à informação, reduzir medos e aumentar a confiança da gestante nesse momento tão importante.⁸ Ela permite a ambientação à maternidade, o conhecimento das instalações do local, além de ser um momento oportuno para tirar dúvidas e informar sobre procedimentos básicos como, documentos necessários, o que devem levar, se familiarizar com o trajeto, informar sobre o horários e número de visitas, conhecer regras em relação ao acompanhante, e outras dúvidas.⁹

Diante desse cenário e da importância acerca do vínculo da gestante entre atenção primária e maternidade de referência, objetivou-se mapear a literatura científica sobre o que tem sido publicado no Brasil sobre a visita da gestante à maternidade durante o pré-natal.

MÉTODO

 

Trata-se de uma revisão de escopo de acordo com a metodologia Joanna Briggs Institute (JBI), sendo composta por cinco etapas: desenvolvimento da questão norteadora; busca por estudos relevantes; seleção de estudos por critérios de inclusão e exclusão; extração e análise de dados; e síntese e apresentação dos resultados encontrados.¹⁰ Estruturada conforme o fluxograma de Itens de Relatórios Preferenciais para Revisões Sistemáticas e Metanálises (PRISMA- Scr) para revisões de escopo.¹¹ As revisões de escopo permitem mapear a literatura disponível sobre um determinado tema, identificando lacunas e áreas para futuras investigações.¹²

A questão norteadora apresentada nesta revisão foi “O que tem sido publicado sobre a visita da gestante à maternidade de referência no Brasil? Dessa forma, a questão de pesquisa, foi esclarecida por meio da estratégia PCC indicada para revisões de escopo, sendo “P” a população (gestantes), “C” o conceito (Visita a maternidade/visita guiada a maternidade/visita de vinculação) e “C” o contexto (Brasil).

Os descritores utilizados para construção das estratégias de busca segundo o índice de termos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) / Medical Subject Headings (MeSH) foram: Gestantes; Gravidez; Gravidez de Alto Risco; Terceiro Trimestre da Gravidez; e as palavras-chaves: Visita à maternidade; Visita a maternidade; Visita as maternidades; Visita guiada à maternidade; Visita de vinculação; Visita programada à maternidade; Visita de acolhimento às gestantes; Visita prévia das gestantes a maternidade.

Após a seleção dos descritores e equivalências, realizou-se a pesquisa eletrônica dos estudos nas bases de dados: BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e a busca na literatura cinzenta no Portal de periódicos, Teses e Dissertações da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e Google Acadêmico.

Na seleção dos artigos, utilizou-se a combinação de operadores booleanos AND e OR, conforme demonstrado no quadro a seguir:

Quadro 1 - Estratégias de busca, Curitiba, Paraná, 2025.

ESTRATÉGIA DE BUSCA

BASE DE DADOS

((Gestantes) OR (Gravidez) OR (Gravidez de Alto Risco) OR (Terceiro Trimestre da Gravidez) AND (visita a maternidade) OR (visita as maternidades) OR (visita guiada a maternidade) OR (visita de vinculação) OR (visita programada a maternidade) OR (visita de acolhimento as gestantes) OR (visita prévia das gestantes a maternidade)

BVS

“Gestantes” OR “Gravidez” OR “Gravidez de Alto Risco” OR “Terceiro Trimestre da Gravidez” AND “visita a maternidade” OR “visita as maternidades” OR “visita guiada a maternidade” OR “visita de vinculação” OR “visita programada a maternidade” OR “visita de acolhimento as gestantes” OR “visita prévia das gestantes a maternidade

GOOGLE ACADÊMICO

((Gestantes OR (Gravidez) OR (Gravidez de Alto Risco) OR (Terceiro Trimestre da Gravidez)) AND (visita a maternidade OR (visita as maternidades) OR (visita guiada a maternidade) OR (visita de vinculação) OR (visita programada a maternidade) OR (visita de acolhimento as gestantes) OR (visita prévia das gestantes a maternidade))

PORTAL

CAPES

Fonte: Das autoras (2025)

Os critérios para inclusão foram textos online, disponíveis na íntegra no idioma português e publicados entre 2014 e 2014, que abordaram o tema do escopo. Foram excluídas publicações que não foram realizadas no Brasil.

A busca foi realizada entre os meses de dezembro de 2024 e janeiro de 2025 e as publicações encontradas foram exportadas para a ferramenta Rayyan. Do total (n=339), foram excluídos 11 arquivos duplicados e 294 após a leitura de títulos e resumos. Posteriormente, após a leitura na íntegra por dois avaliadores, foram excluídos 17 artigos por  não contemplarem o tema do escopo ou por não constarem todos os elementos (introdução, método, resultado, discussão e conclusão). Assim, compuseram esta revisão de escopo 17 publicações, conforme apresentado na Figura 1.

Após a seleção das publicações, os dados extraídos foram agrupados e organizados em tabela no Microsoft Office Excel ® 2007 de forma descritiva, contendo: título, objetivo, autores, formação dos autores, ano de publicação, local de realização do estudo (se houver), método, participantes (se houver), qual termo utilizado, principais resultados sobre a visita guiada, conclusão, com a finalidade de compreender como tem sido a organização e a dinâmica na realização da visita prévia da gestante à maternidade, conforme o Quadro 2.

Para fins de registro, houve registro do protocolo da revisão de escopo:10.6084/m9.figshare.30888104.

Figura 1 - Fluxograma da seleção dos estudos que compõem a pesquisa de acordo com o PRISMA ScR, Curitiba, Paraná, 2025.

Fonte: Das autoras (2025)

RESULTADOS

 

Os achados foram organizados em tabelas e sintetizados em forma narrativa, com vistas a demonstrar os principais resultados da visita guiada à maternidade. Conforme dados do Quadro 2, foram selecionados para análise desta revisão de escopo 17 artigos.

Quadro 2 – Publicações que compuseram a revisão de escopo, Curitiba, Paraná, 2025.

Publicação

Ano

Formação dos (as) autores(as)

Local

Método

Termo utilizado

A Inserção do Enfermeiro na Visita de Acolhimento das Gestantes em uma Maternidade Pública

2022

Enfermagem

Hospital público localizado no município de Belém no Pará.

Qualitativo, do tipo relato de experiência.

Visita de acolhimento, Visita a maternidade de referência

Visita Guiada à Maternidade: Perfil das Gestantes e Entendimento dos Temas Abordados.

2022

Enfermagem

Hospital Municipal de Maracanaú no Ceará

Quantitativo transversal.

Visita guiada à maternidade

Rede Cegonha: acompanhamento pré-natal e vinculação de gestantes à maternidade de referência.

2018

Enfermagem e Biologia

Maternidade no município de

Santo Antônio de Jesus na Bahia

Qualitativo.

Visita de Vinculação à

Maternidade de Referência

Vinculação da gestante com a maternidade: a influência no tipo de parto.

2018

Enfermagem, Enfermagem Obstétrica, Médico Obstetra e Obstetriz

Maternidade localizada em um município de médio porte em São Paulo

Quali - quantitativa.

Vinculação da gestante com a maternidade

Percepções de puérperas quanto às boas práticas de assistência ao trabalho de parto e parto.

2020

Fisioterapia

Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) no Ceará

Quantitativo transversal.

Visita a maternidade

Atenção ao parto em regional de saúde da Rede Mãe Paranaense

2020

Enfermagem e Ciências Biológicas

Três maternidades localizada na região Oeste do Paraná

Quantitativo, transversal

Visita a maternidade

Conhecimentos e percepções de enfermeiros(as) e médicos(as) acerca da vinculação da gestante à maternidade.

2024

Enfermagem

Hospital universitário em Porto Alegre no Rio Grande do Sul

Qualitativo.

Vinculação à

maternidade e da pessoa que gesta à maternidade de referência;  visita à maternidade de referência

Sistematização das Boas Práticas na assistência ao Parto e Nascimento na Maternidade do Hospital FUNDAJAN, Janaúba, Minas Gerais.

2017

Enfermagem

Maternidade do Hospital Fundação de Assistência Social de Janaúba

FUNDAJAN em Minas Gerais

Mista

Projeto de intervenção.

Visita das gestantes na maternidade; visita guiada à maternidade

Residência multiprofissional em Atenção Básica e ações de longitudinalidade do cuidado na atenção primária à saúde materno-infantil.

2019

Enfermagem

UBS vinculadas ao Programa de Residência em Caicó no Rio Grande do Norte

Qualitativo

Relato de experiência.

Visita de Vinculação Guiada

Estratégia tecnológica para garantia de acesso a visita de vinculação a uma maternidade pública do estado do Amazonas: relato de experiência.

2023

Enfermagem

Maternidade pública de referência localizada na cidade de Manaus no Amazonas.

Qualitativo

Relato de experiência.

Visita de Vinculação

Orientação ao acompanhante e a gestante para vivenciar o trabalho de parto em um centro de parto normal no interior do Ceará.

2018

Enfermagem

Maternidade localizada município de Horizonte no Ceará

Mista

Projeto de intervenção.

Visita Guiada

O pré-natal idealizado e realizado: concepções de gestantes.

2014

Enfermagem

Maternidade Pública de Ensino,em Salvador, na Bahia.

Qualitativo.

Visita de vinculação à Maternidade

Visita Guiada de gestantes na maternidade: projeto piloto de extensão universitária.

2022

Enfermagem

Serviço de pré-natal de três unidades de saúde em Macapá, Oiapoque e Santana; e três maternidades no Amapá

Qualitativo

Relato de Experiência

Visita programada à maternidade

Circuito Eu Sou SUS: uma estratégia para fortalecer a atenção pré-natal.

2021

Enfermagem, medicina, odontologia

Estratégia Saúde da Família em Atalaia, em Alagoas

Qualitativo

Relato de Experiência

Visita à maternidade

Grupo de preparação para o parto do Hospital Estadual Sumaré.

2023

Enfermagem, engenharia de alimentos

Hospital Estadual

Sumaré (HES), em São Paulo

Qualitativo

Relato de Experiência

Visita guiada ao Centro Obstétrico e Alojamento Conjunto

Qualidade da assistência pré-natal no Sistema Único de Saúde.

2018

Enfermagem

Lagarto, no Sergipe

Quantitativo transversal.

Maternidade

de referência para o parto

Construção de uma tecnologia audiovisual de apoio na preparação para o parto,

2022

Enfermagem

Sobral, no Ceará

Qualitativo

Pesquisa metodológica.

Visita guiada à maternidade

Fonte: Das autoras (2025)

O desenho metodológico mais presente foi o relato de experiência (cinco artigos), com 10 artigos de abordagem qualitativa. Destacaram-se 11 artigos científicos, seguidos de três Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), dois Trabalho de Conclusão de Residência (TCR) e uma dissertação.

Em relação aos termos utilizados, “visita à maternidade" aparece em cinco artigos,¹³-¹⁷ contudo dois destes acrescentam “visita à maternidade de referência”. ¹³,¹⁶ “Visita guiada” aparece  em cinco estudos, ¹⁸-²² com variações como “visita guiada à maternidade” ¹⁸,¹⁹,²² e “visita guiada ao Centro Obstétrico e Alojamento Conjunto”.²¹

O termo “visita de vinculação” aparece em quatro artigos, ²³-²⁶ com variações como “visita de vinculação à maternidade de referência”,²³ “visita de vinculação guiada”²⁴  e “visita de vinculação à maternidade”.²⁶

O termo “vinculação” aparece em dois estudos com variação de “vinculação da gestante com a maternidade"²⁷ e “vinculação à maternidade de referência".¹⁶ Já os termos “visita de acolhimento",¹³ “visita programada a maternidade",²⁸ “visita das gestantes na maternidade”¹⁹ e “maternidade de referência para o parto”²⁹ aparecem em um estudo cada.

Da análise emergiram dez temas, agrupados em cinco categorias: Organização e Condução da Visita Guiada; Educação em Saúde e Papel do Enfermeiro; Formação e Capacitação Profissional; Vínculo e Experiência da Gestante; e Assistência ao Parto e Segurança da Gestante.

 

Organização e Condução da Visita Guiada

 

Seis temas compuseram esta categoria, sendo eles: dinâmica, abrangência da visita, uso de materiais educativos, presença de equipe multiprofissional, dúvidas e dificuldades. A dinâmica envolvia convites feitos por Agentes Comunitários de Saúde (ACS), enfermeiras do Programa de Saúde da Família (PSF) e equipes do pré-natal,²⁴,²⁵,²⁰ com agendamento prévio.¹⁹,²⁵,²⁰ A recepção era feita por enfermeiro da maternidade,¹⁹ gestor e residentes explicando a visita.²⁴

Os espaços visitados incluíam salas de classificação de risco, pré-parto, admissão, recepção, centro obstétrico e alojamento conjunto.¹⁹,²⁴,²¹ Ambientes como o CPNI e salas de parto humanizado destacaram-se.²⁴,²⁵

As orientações abordaram documentos, alimentação,²⁴ aleitamento,²⁰,¹⁷ trabalho de parto,¹⁹,²⁸,¹⁷ parto normal, direitos, fisiologia do parto e tipos de parto,²⁰ sinais e sintomas,¹³ violência obstétrica,²⁰,¹⁷ alívio da dor,¹³,¹⁷,²⁰ posições para o parto,¹³,²⁰ quando buscar a maternidade,¹³,²⁸,¹⁷ admissão, hora ouro, acompanhante, puerpério¹⁷ e rotinas.²¹

Os materiais educativos incluíram rodas de conversa, cartilha,¹³ banner,²⁸ folders, grupos¹⁶, vídeos,¹⁶,²² e QR Code para agendamento.²⁵

A participação multiprofissional incluía enfermeiro, psicólogo,²⁰,²⁸ assistente social, doula, técnico de enfermagem,²⁰ nutricionista, médico e fisioterapeuta.²⁸

As dúvidas referem-se à amamentação,¹⁸,¹⁹ estrutura física da maternidade,²⁷ analgesia, dor, acompanhante, profissionais que assistem ao parto, cuidados com o recém-nascido, o que levar para a maternidade, métodos não farmacológicos¹⁹ e indicação de parto.²⁴

As dificuldades referem-se a mudanças nas políticas, vulnerabilidade social,¹⁶ sobrecarga de serviços,²⁰ baixa adesão, comunicação ineficaz²⁸ e a pandemia de Covid-19.¹⁶,²⁸,²⁰

 

Educação em Saúde e Papel do Enfermeiro

 

Esta categoria englobou educação em saúde e presença do enfermeiro. Os estudos abordam a importância da visita para educação em saúde,¹³,¹⁸,²³,²⁰ sobre gestação, parto e assistência,¹³ além daquelas não esclarecidas no pré-natal¹⁸ e prevenção de complicações.²³

O enfermeiro é o protagonista dessas atividades,²⁴,²³ na coordenação,²⁰ promovendo o vínculo¹³ e esclarecendo dúvidas.¹³,²³

 Formação e Capacitação Profissional

 

Esta categoria incluiu déficit no pré-natal e qualificação profissional. Identificou-se falta de informações no pré-natal,¹³,²⁷,²⁸ sobre gestação, parto, pós-parto e direitos, e discrepâncias entre orientações,¹³,¹⁸,²⁷,²⁸ com orientações negligenciadas.¹³

Destaca-se a importância da qualificação do profissional, com informações atentas,²³ claras,¹³ capacitação sobre vinculação e políticas,¹⁶ e treinamento da equipe de pré-natal sobre o agendamento.²⁸

 

Vínculo e Experiência da Gestante

 

Esta categoria abordou o sentimento de vinculação e a presença do acompanhante. Estudos relatam experiências positivas,¹⁸,²³ reconhecimento da importância da visita,²⁷ desenvolvimento de segurança e tranquilidade,²³,²²,¹⁸,²⁷,¹⁶ satisfação¹⁸,²³,²⁰ e diminuição da ansiedade e medo.¹⁶,²⁴ Questionamentos sobre o direito do acompanhante surgem, e o esclarecimento traz segurança.²⁴,²²,²⁷

 

Assistência ao Parto e Segurança da Gestante

 

Esta categoria incluiu o incentivo ao parto natural e dados sobre visitas. Dois estudos indicaram aumento da preferência pelo parto normal após a visita, devido a informações sobre práticas e alívio da dor.²⁷,²¹ Sobre a disseminação, 61,7% das gestantes foram informadas sobre a visita por profissionais ou conhecidos,¹⁸ enquanto 41,5% receberam informações sobre a maternidade de referência.²⁹ Gestantes de áreas rurais receberam mais orientações, enquanto mulheres com baixa renda, gestação planejada ou satisfeitas com a gravidez receberam menos.²⁹

DISCUSSÃO

 

A Educação em Saúde foi destacada em quatro estudos desta revisão, sendo a visita à maternidade um momento propício para sua realização. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (2007)³⁰, caracteriza-se pela participação ativa do cidadão, estimulando a consciência crítica e a busca por soluções coletivas, com o objetivo de transformação social e fortalecimento dos princípios do SUS. A NOB 1/1996 reconhece a Educação em Saúde como função dos gestores federais e estaduais,³⁰ integrando o campo de atuação dos profissionais, com destaque para a enfermagem, que tem nas ações educativas um elemento central do cuidado.³¹

É papel da enfermagem desenvolver ações educativas, como grupos de gestantes, atividades em sala de espera, entre outras estratégias.³² Tais ações promovem autonomia, fortalecem vínculo enfermeira-gestante, participação ativa das mulheres e de seus familiares, impactos expressivamente positivos durante o período de internação na maternidade contribuindo para a promoção da saúde e prevenção de agravos.³³, ³⁴

Entretanto, esta revisão identificou falhas nas orientações e na realização da visita à maternidade, evidenciando dificuldades de articulação entre a atenção primária e a hospitalar. Aguilera et al. (2013)³⁵, em estudo na Região Metropolitana de Curitiba, também apontaram a fragmentação da APS, na qual, apesar dos esforços de organização, ainda não se apresenta de forma plena nos municípios analisados, comprometendo a integralidade e a continuidade do cuidado. Para que os mecanismos de referência e contrarreferência funcionem adequadamente, é necessário um acordo prévio entre os diferentes níveis de atenção sobre os casos a serem acolhidos, definindo o chamado perfil assistencial.³⁶

Outro estudo realizado em Curitiba, Paraná, evidenciou déficit nas orientações durante o pré-natal, especialmente quanto ao parto, e destacou a necessidade de melhorar a comunicação entre a UBS e a maternidade. Além disso, a visita foi reconhecida como um momento fundamental para o conhecimento do plano de parto e para o fortalecimento do vínculo com o serviço de saúde.³⁷

A peregrinação de gestantes em busca de maternidade é um problema recorrente e evitável, relacionado à morbimortalidade materna, fetal e neonatal.³⁸ Essa situação é agravada pela desorganização e superlotação dos serviços, que acaba expondo mulheres e bebês a riscos desnecessários devido ao atraso no atendimento, o que pode resultar em óbitos maternos, neonatais e fetais, especialmente em situações de urgência.³⁸

Conforme o Conass (2004)³⁹, a atenção primária constitui um nível de assistência que integra ações de prevenção, promoção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, tanto individuais quanto coletivas. Ao valorizar o usuário como sujeito ativo do cuidado e estimular sua autonomia, envolvendo família e comunidade no processo de promoção da saúde, a atenção primária se organiza a partir das necessidades reais das pessoas, promovendo um cuidado humanizado, integral e participativo.³⁹

Quando a atenção primária atua de forma efetiva como porta de entrada, assegura acolhimento, continuidade do cuidado e acompanhamento oportuno, reduzindo morbimortalidade e promovendo melhores resultados em saúde, além de contribuir para a organização do sistema de saúde.⁴⁰ Nesse contexto, a vinculação torna-se diretriz essencial para superar barreiras de acesso, sobretudo no final da gestação, ao fortalecer a relação entre a mulher e a equipe de saúde e articular os diferentes níveis de atenção.³⁸

Dos estudos analisados, 15 envolveram profissionais de Enfermagem, evidenciando sua relevância no cuidado gestacional. Com formação técnico-científica, a enfermagem oferece assistência qualificada, humanizada e livre de preconceitos, pautada no acolhimento e respeito às diversidades. Esse reconhecimento fundamentou as boas práticas de atenção ao parto e nascimento propostas pela OMS (1996).⁴¹ No Brasil, o Ministério da Saúde passou a reconhecer, em 1998, a assistência humanizada ao parto realizada por enfermeiras e enfermeiros, incluindo o parto normal sem distócia, e, em 1999, instituiu os Centros de Parto Normal (CPN), gerenciados por esses profissionais.³⁸

Uma limitação observada pelos autores refere-se à terminologia utilizada para descrever essa prática, pois a falta de padronização nos termos “visita” ou “vinculação” pode ter excluído estudos relevantes que utilizam nomenclaturas distintas.

 

CONCLUSÃO

 

Sabendo dos efeitos positivos da vinculação da gestante à maternidade e da visita no terceiro trimestre, esta revisão encontrou resultados que destacam a importância das visitas durante o período gestacional. A dinâmica das visitas evidenciou a necessidade de orientar tanto as gestantes quanto seus acompanhantes, por isso aspectos como a organização, fluxo, estrutura física e os materiais utilizados impactaram beneficamente sobre a qualidade da visita e consequentemente, no momento do parto.

Os estudos também apontam que a prática da humanização desempenha papel fundamental na promoção de experiências positivas para as mulheres durante a visita, destacando o enfermeiro como figura central desse cuidado. No entanto, barreiras significativas para realização desse cuidado ainda são presentes no país, como a dificuldade de vincular a gestante à maternidade, a realização e manutenção das visitas e falta de capacitação profissional.

A revisão de escopo permitiu identificar lacunas na literatura científica sobre as visitas, como a escassez de investigações que avaliem seu impacto nos desfechos do parto e puerpério, além da ausência de estudos comparativos entre instituições públicas e privadas. Esse presente estudo pode orientar futuras pesquisas a aprofundarem o entendimento sobre as necessidades e prioridades relacionadas à visita de vinculação, bem como os desafios enfrentados na prestação desse tipo de assistência, especialmente com investigações em outras regiões do Brasil. Ressalta-se, ainda, a necessidade de investimentos na formação e capacitação dos profissionais de enfermagem, para que estejam preparados para acolher, orientar e acompanhar a gestante nesse momento crucial da assistência pré-natal.

Assim, a visita guiada deve ser estimulada e articulada entre a atenção primária e a terciária com o objetivo de garantir uma experiência de parto mais segura, humanizada e de qualidade. Espera-se que os resultados desta revisão possam contribuir não apenas para as práticas profissionais, mas também estratégias institucionais e políticas públicas voltadas à promoção do cuidado integral à gestante, fortalecendo o papel da enfermagem na garantia de uma assistência obstétrica mais acolhedora e resolutiva.

REFERÊNCIAS

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2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.459, de 24 de Junho de 2011: institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede Cegonha [Internet]. Brasília (DF): Ministro do Estado de Saúde. 2011 [cited 2025 Fev 18]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 5.350, de 12 de setembro de 2024: altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 3, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Rede Alyne [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde. 2024 [cited 2025 Fev 18]. Available from:  https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt5350_13_09_2024.html.

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AGRADECIMENTOS, APOIO FINANCEIRO OU TÉCNICO, DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSE FINANCEIRO E/OU DE AFILIAÇÕES:

Artigo originado do trabalho de iniciação científica intitulado “Visita guiada à maternidade: uma revisão de escopo”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), programa 2024-2025.

Financiamento: As autoras declararam que não houve financiamento.

Conflitos de interesses: As autoras declaram não haver conflito de interesses.