LABOUR CARE GUIDE E PARTOGRAMA TRADICIONAL: ANÁLISE COMPARATIVA DO REGISTRO INTRAPARTO EM CENTRO DE PARTO NORMAL

LABOUR CARE GUIDE AND TRADITIONAL PARTOGRAPH: COMPARATIVE ANALYSIS OF INTRAPARTUM DOCUMENTATION IN A BIRTH CENTER

LABOUR CARE GUIDE Y PARTOGRAMA TRADICIONAL: ANÁLISIS COMPARATIVO DEL REGISTRO INTRAPARTO EN UN CENTRO DE PARTO

Tipo de artigo: QUALITATIVO

Cecília Silva Almeida

Residente de Enfermagem do Programa de Residência de Enfermagem Obstétrica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF..

ORCID: https://orcid.org/0009-0008-2743-8711

Hygor Alessandro Firme Elias

Enfermeiro Obstetra, Mestre em Enfermagem, Tutor do Programa de Residência de Enfermagem Obstétrica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF.

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4285-902X

Kelly da Silva Cavalcante Ribeiro

Enfermeira Obstetra, Mestre em Ciências da Saúde, Coordenadora da Residência de Enfermagem Obstétrica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF.

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9882-9455

RESUMO

Objetivo: Analisar a documentação do trabalho de parto a partir da aplicação do Labour Care Guide, adaptado da Organização Mundial da Saúde, comparando-o ao partograma tradicional quanto ao registro dos eventos intraparto. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado em um Centro de Parto Normal do Distrito Federal, com dez parturientes em trabalho de parto ativo, acompanhadas por meio do preenchimento simultâneo do Labour Care Guide e do partograma tradicional. A análise foi descritiva e comparativa, centrada na documentação produzida pelos instrumentos. Resultados: Ambos contemplaram parâmetros essenciais de acompanhamento; contudo, o Labour Care Guide integrou, com maior detalhamento, a vigilância materna e fetal, os fatores de risco intraparto e os aspectos da experiência da mulher. Conclusão: As diferenças concentram-se na estrutura do registro intraparto, sendo o Labour Care Guide mais abrangente na visibilidade documental do cuidado centrado na mulher.

DESCRITORES: Enfermagem obstétrica; Trabalho de parto; Avaliação de processos e resultados em cuidados de saúde.

ABSTRACT

Objetive: To analyze labor documentation using the Labor Care Guide, adapted from the World Health Organization, and compare it to the traditional partogram regarding the recording of intrapartum events. Method: An observational, descriptive, and cross-sectional study conducted at a Normal Birth Center in the Federal District, involving ten women in active labor, monitored through the simultaneous completion of the Labour Care Guide and the traditional partogram. The analysis was descriptive and comparative, focusing on the documentation produced by the instruments. Results: Both instruments covered essential monitoring parameters; however, the Labour Care Guide provided greater detail regarding maternal and fetal monitoring, intrapartum risk factors, and aspects of the woman’s experience. Conclusion: The differences between th s lie in the structure of intrapartum documentation, with the Labour Care Guide offering a more comprehensive view of woman-centered care in the documentation.

DESCRIPTORS: Obstetric nursing; Labor; Evaluation of processes and outcomes in health care.

RESUMEN

Objetivo: Analizar documentos normativos e institucionales del Sistema Único de Salud (SUS) relacionados con la atención sanitaria de las personas trans embarazadas, identificando lagunas y contradicciones en la normativa vigente. Método: Estudio cualitativo, descriptivo-exploratorio, con análisis documental basado en el modelo READ, el análisis de contenido de Bardin y el análisis crítico del discurso de Fairclough. Se analizaron 27 documentos publicados entre 2009 y 2024. Resultados: Se observó una escasa presencia de referencias al embarazo trans en las normativas federales y un predominio de enfoques centrados en la transición de género, con ausencia de directrices para la atención prenatal y el parto. Se identificaron lagunas en la producción de datos desglosados por identidad de género, inconsistencias entre las directrices institucionales y las prácticas asistenciales, y deficiencias en la formación de los equipos de salud. Conclusión: Las normativas presentan limitaciones estructurales que comprometen la integralidad de la atención, lo que indica la necesidad de una revisión institucional, la cualificación profesional y la incorporación de directrices específicas para la salud reproductiva de las personas trans en el SUS.

DESCRIpTORES: Personas transgénero; Atención prenatal; Equidad en salud; Acceso a los servicios de salud; Política de salud

INTRODUÇÃO

O parto é um processo fisiológico, mas crítico para a segurança materna e neonatal. O monitoramento sistemático é essencial para identificar desvios e subsidiar a assistência. O partograma tradicional, baseado nos estudos de Friedman e aprimorado por Philpott e Castle com as linhas de alerta e ação, consolidou o modelo atual¹

Entretanto, a variabilidade na progressão do parto questionou limites rígidos de tempo e dilatação². Modelos tradicionais ainda focam na evolução temporal, com pouca ênfase na vigilância materna e na experiência da mulher.

Em 2020, a OMS lançou o Labour Care Guide (LCG), fundamentado em evidências e recomendações de 2018³. O LCG integra bem-estar materno-fetal, fatores de risco e experiência do parto, com alertas individualizados. No Brasil, a ausência de tradução oficial e uso rotineiro gera uma lacuna assistencial. Este estudo analisou a documentação do parto via LCG em comparação ao partograma tradicional.

MÉTODO

Trata-se de estudo observacional, descritivo, transversal, de abordagem mista (quantitativa e qualitativa), que comparou o LCG com o partograma tradicional, quanto à estrutura, organização, completude e visibilidade dos registros dos eventos clínicos intraparto.

O LCG foi utilizado em versão traduzida pela pesquisadora, exclusivamente para registro observacional, sem interferência na condução assistencial ou na tomada de decisão.

O estudo foi realizado na Casa de Parto de São Sebastião, Centro de Parto Normal peri-hospitalar vinculado à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A amostra incluiu 10 parturientes em trabalho de parto ativo, com dilatação cervical ≥5 cm e idade ≥18 anos. Excluíram-se aquelas fora dos critérios institucionais para parto de risco habitual e as admitidas em trabalho de parto avançado ou período expulsivo.

A coleta ocorreu por preenchimento simultâneo e independente do LCG e do partograma, com base na evolução clínica e nos registros assistenciais. A descida fetal foi avaliada pelo método de De Lee ao toque vaginal. Dados obstétricos foram obtidos da caderneta da gestante e ficha de admissão.

A análise dos dados foi conduzida por meio de categorias comparativas previamente definidas: (1) identificação e informações obstétricas; (2) bem estar da parturiente; (3) monitorização materna; (4) parâmetros fetais; (5) progressão do trabalho de parto; (6) avaliação e intervenções realizadas. Empregou-se análise comparativa qualitativa da estrutura e organização dos registros produzidos pelos instrumentos, restringindo-se à dimensão documental, sem avaliação de desfechos clínicos ou impacto na tomada de decisão.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (CAEE nº 87944925.8.0000.5553; parecer nº 7.916.752), conforme a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.

RESULTADOS

Em relação aos instrumentos analisados, o domínio de identificação apresentou equivalência quanto aos dados básicos, diferindo no registro de dados obstétricos, contemplados apenas no LCG.

Quanto ao bem-estar e à avaliação materna, os parâmetros foram registrados apenas no LCG, uma vez que o partograma não dispõe de campos específicos. Incluíram posição materna, estratégias de alívio da dor e ingestão de fluidos, com critérios de alerta em seis casos. Parâmetros clínicos maternos também foram registrados, com alterações pressóricas em metade dos casos. A organização desses componentes está apresentada na Figura 1.

.Figura 1 - Bem estar e monitorização materna (LCG)

Fonte: WHO. LCG, 2020.

Em relação aos critérios de vitalidade fetal, observaram-se diferenças na forma de registro, sem anormalidades clínicas relevantes. O LCG possibilitou maior detalhamento descritivo da frequência cardíaca fetal (FCF), com registro de desacelerações precoces em três casos, enquanto o partograma tradicional restringiu-se ao valor numérico. Ambos registrtaram do aspecto do líquido amniótico; contudo, apenas o LCG permitiu sua gradação e associação a critérios de alerta quando meconial. Também permitiu o registro da variedade de posição, além de bossa serossanguínea e cavalgamento ósseo, ambos observados em um único caso, ampliando a visibilidade documental desses eventos (Figura 2).

Figura  2 - Parâmetros fetais (LCG)

Fonte: WHO. LCG, 2020.

Quanto à progressão do trabalho de parto, registraram-se cinco casos de evolução taquitócita. Observou-se diferença na forma de visualização: o partograma convencional apresenta a progressão por representação gráfica com linhas de alerta e ação previamente delimitadas, enquanto o LCG organiza os registros de forma descritiva e estruturada por fases do trabalho de parto. Em ambos, nenhum caso ultrapassou as curvas de ação.

        O LCG possibilitou maior detalhamento da progressão ao organizar os registros por fases e adotar intervalos menores de avaliação, especialmente na monitorização da FCF no período expulsivo. Em contraste, no partograma convencional os registros seguem intervalos horários, com menos anotações e menor qualificação descritiva. A descida fetal foi avaliada pelo método de De Lee, diferindo da proposta original do LCG, mas mantida no campo correspondente, preservando sua lógica de registro. Essas diferenças de estão ilustradas na Figura 3.

 Figura 3 - Parâmetros de progressão de parto

Fonte: MS. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher, 2001 e WHO. LCG, 2020. Adaptado pelos autores, 2025.

Quanto às intervenções, registraram-se dois casos de amniotomia e um de reanimação intrauterina, com melhora subsequente da FCF, permitindo visualização integrada entre achado, intervenção e resposta. Houve registro de exercícios durante o trabalho de parto em três casos e condutas de suporte em sete, incluindo métodos não farmacológicos para alívio da dor, incentivo à movimentação e diferentes posições no período expulsivo, registros exclusivos do LCG. Esses campos de registros são visualizados na Figura 4.

Figura 4- Avaliação e intervenções

Fonte: WHO. LCG, 2020.

DISCUSSÃO

Os achados evidenciam diferenças estruturais e funcionais entre o LCG e o partograma tradicional, sobretudo quanto à abrangência, organização e visibilidade dos eventos intraparto. Embora ambos contemplem parâmetros essenciais, o LCG apresenta registro mais amplo, centrado na mulher e orientado por alertas clínicos.

No domínio da identificação, houve equivalência nos dados; contudo, o LCG os reúne em um único documento, em campos abertos. Observou-se limitação em ambos, com ausência de variáveis relevantes para continuidade assistencial e comunicação entre profissionais, aspecto crítico para a segurança do cuidado . Um estudo em Uganda  de forma semelhante, identificou lacunas igualmente presentes no partograma, indicando necessidade de adaptações contextuais.

Os parâmetros de bem-estar da parturiente foram registrados apenas no LCG, demonstrando que as situações de alerta permaneceram invisíveis no registro convencional. Essa lacuna é relevante, pois diretrizes da OMS ³ e do NICE  reconhecem o bem-estar físico e emocional como dimensão essencial da qualidade do cuidado.

Na monitorização materna, parâmetros hemodinâmicos puderam ser registrados apenas no LCG. A incorporação de fatores de risco maternos, organizados como sistema de alertas, alinha-se às recomendações de vigilância clínica contínua  e às diretrizes do ACOG ¹⁰¹¹. O partograma tradicional não dispõe de campos estruturados para esses registros, o que pode limitar a identificação precoce de desvios clínicos e retardar intervenções, em consonância com a literatura que aponta a necessidade de instrumentos que integrem a vigilância materna e fetal de forma sistematizada ¹².

Quanto à vitalidade fetal, observaram-se diferenças na forma de registro. No partograma tradicional, a FCF é registrada em intervalos horários, com limitada caracterização. O LCG aproxima-se das recomendações de ausculta no primeiro segundo perídos ¹³¹⁴, considerando acelerações, desacelerações e sua relação com a dinâmica uterina ¹⁰, o que favorece a identificação precoce de hipóxia e a prevenção de acidemia fetal ¹⁰.

Além disso, o LCG permitiu registrar achados fetais específicos, com sinalização de alerta, ausentes no partograma convencional. A integração do líquido amniótico à avaliação clínica global, conforme recomendado pelas diretrizes ³⁻⁵⁻¹¹, amplia a visibilidade de eventos que exigem resposta imediata. Os estudos indicam que a qualidade do registro da FCF e do líquido amniótico está associada à detecção precoce de sofrimento fetal e à redução de desfechos neonatais adversos ¹⁵.

Na progressão do trabalho de parto, as diferenças na organização dos registros refletem distintas abordagens de monitoramento. O partograma convencional baseia-se em representação gráfica, enquanto o LCG estrutura os dados por fases e com maior frequência de avaliação. Esse modelo aproxima-se de evidências que questionam limites rígidos do modelo de Friedman e reconhecem maior variabilidade fisiológica na progressão do parto²¹⁶.

Já as intervenções relacionaram-se principalmente ao cuidado de suporte e ao bem-estar da parturiente, sendo registradas exclusivamente no LCG. Incluíram métodos não farmacológicos para alívio da dor, incentivo à alternância de posições, inclusive no período expulsivo, além de orientação para exercícios durante o trabalho de parto. Isto amplia a visibilidade do cuidado centrado na mulher e está alinhados às recomendações da OMS ³ e do ACOG .

A presença de acompanhante, registrada exclusivamente no LCG, evidenciou sua capacidade de incorporar dimensões relacionais do cuidado, ausentes no partograma. Esse aspecto é relevante, uma vez que as evidências indicam que o suporte contínuo durante o parto se associa a menor percepção de dor, maior satisfação materna e melhores desfechos maternos e neonatais ¹⁷¹⁸.

Quanto à mobilidade, recomenda-se a adoção de posições não supinas e a alternância postural por seus benefícios fisiológicos, como melhor progressão do parto, menor dor e redução de intervenções ¹⁹²⁰. O LCG permite registrar a mobilidade e sinalizar a posição supina como alerta, funcionalidade inexistente no partograma, ampliando a visibilidade do cuidado centrado na mulher, especialmente em Centros de Parto Normal ²¹.

Em conjunto, os achados corroboram estudos internacionais sobre o LCG, que apontam sua superioridade documental em relação aos partogramas convencionais na integração da vigilância materna e fetal, no registro de intervenções e na incorporação da perspectiva da mulher ¹²²². No contexto brasileiro, onde o instrumento ainda não possui tradução oficial nem uso rotineiro, este estudo demonstra sua viabilidade em um Centro de Parto Normal do Distrito Federal e seu potencial para qualificar o registro assistencial intraparto.

CONCLUSÃO

Este estudo comparou a documentação do trabalho de parto pelo LCG e pelo partograma tradicional, evidenciando que as principais diferenças se concentram na forma de registro dos eventos clínicos, fatores de risco intraparto e aspectos da experiência da mulher. Enquanto o partograma mantém foco na representação gráfica da progressão, o LCG amplia o escopo ao integrar vigilância materna e fetal a uma lógica de alertas e incorporar elementos do cuidado centrado na mulher.

Como limitações, destacam-se o número reduzido de parturientes, a realização em único cenário e o caráter documental da análise. Estudos futuros devem investigar a aplicabilidade do LCG em diferentes contextos, sua aceitabilidade e impacto na prática clínica e na segurança materno-fetal.

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Cecília Silva Almeida, Quadra 15 Casa 89, Setor Leste, Gama, Brasília/DF, CEP: 72450-150 e-mail: almeida.cecilia@gmail.com, (61) 982792318

Rodapé: Residente de Enfermagem Obstétrica, Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF, https://orcid.org/0009-0008-2743-8711 , Enfermeira

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Rodapé: Tutor da Residência de Enfermagem Obstétrica, Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF, https://orcid.org/0000-0002-4285-902X, Mestre em Enfermagem, Enfermeiro Obstetra

Kelly da Silva Cavalcante Ribeiro, Condomínio Residencial Mônaco Qd 23 Cs 06, Jardim Botânico, Brasília-DF, CEP: 72680601,e-mail: kellycavalcante@yahoo.com.br, (61) 985408398

Rodapé: Coordenadora da Residência de Enfermagem Obstétrica, Escola de Saúde Pública do Distrito Federal - ESP/DF, https://orcid.org/0000-0003-3689-8994, Mestre em Ciências da Saúde, Enfermeira Obstetra