Evolução da Hanseníase em Mulheres no Piauí: O Que Mudou Entre 2014 e 2024?
DOI:
https://doi.org/10.36489/nursing.2025v30i328p11450-11473Palavras-chave:
Hanseníase, Monitoramento Epidemiológico, MulheresResumo
Objetivo: Analisar a evolução dos casos de hanseníase em mulheres no Piauí entre 2014 e 2024, considerando prevalência, diagnóstico e acompanhamento. Método: Estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde. Foram avaliadas variáveis como faixa etária, macrorregião de saúde e contatos registrados. Resultados: Identificou-se tendência de redução nos registros e nos exames de contatos ao longo da década, com queda acentuada após 2020, possivelmente associada à pandemia do Coronavírus 2019. A maioria dos casos concentrou-se em mulheres de 40 a 59 anos, sobretudo na macrorregião Meio Norte. Observou-se subnotificação em áreas remotas e menor número de diagnósticos em mulheres em relação aos homens. Conclusão: A hanseníase em mulheres no Piauí ainda constitui desafio, marcado por diagnóstico tardio e barreiras de acesso. Reforça-se a necessidade de vigilância epidemiológica, busca ativa e campanhas de conscientização.
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